Em Ouro Preto, na Escola de Farmácia da UFOP

No dia 07 de setembro de 2009

Das 13h30 às 18h00

 O I Encontro Intermediário do GTTRAD se oferece como fórum de debate sobre os rumos da pesquisa na área dos Estudos da Tradução. Em confluência com o tema geral do X Encontro Nacional de Tradutores, queremos aprofundar a discussão de questões ligadas à identidade na diversidade da pesquisa na área dos Estudos da Tradução: Desde a década de 70, o que mudou no desenho do mapa de Holmes? O que éramos ontem, o que somos hoje, o que queremos ser amanhã? O que nos une como área? O que nos separa em cada uma de nossas subáreas? Qual o ônus e o bônus desse esforço para manter uma unidade? Quais os custos e benefícios de uma política de centramento disciplinar num campo de vocação interdisciplinar?

Para encaminhar nosso debate, partiremos de dois textos preparados exclusivamente para este Encontro pelas colegas Cristina Carneiro Rodrigues e Maria Lúcia Vasconcellos:

 Os estudos de tradução nos programas brasileiros de pós-graduação, de Cristina Carneiro Rodrigues

ComUNIDADE na diversidade dos Estudos da Tradução, de Maria Lúcia Vasconcellos (https://gttrad.wordpress.com/2009/08/22/comunidade-na-diversidade-dos-estudos-da-traducao/)

 O GTTRAD convida os membros do GT, os pesquisadores da área e todos os interessados a lerem os textos acima mencionados e participarem das duas sessões de debate, que serão moderadas por colegas do GT:

DEBATE 1 – 13h30 às 15h30

Lugares institucionais da tradução no Brasil

Maria Clara Castellões de Oliveira

Márcia Atálla Pietroluongo

DEBATE 2 – 16h00 às 18h00

Tradução: objeto que nos une)separa

Maria Paula Frota

Mauricio Mendonça Cardozo

Para maiores informações, favor entrar em contato conosco pelo email do GTTRAD (gttrad@gmail.com) ou com a Comissão organizadora do ENTRAD (abrapt@gmail.com).

 Contamos com sua participação!

 Coordenação do GTTRAD, biênio 2008-2010

Carta-convite

setembro 12, 2008

Uma carta que chega fixa no instante um acontecimento, dá a conhecer um projeto que mesmo aquele que toma a palavra em nome próprio não concebe completamente. Entre o anúncio daquilo que se acena como impulso, arremessamento, e aquilo que de si vai ali se escrever, fazendo rede, tecendo laços, produzindo e promovendo a circulação de saberes, há algo que não se pode antever, algo que só a persistência no esforço, na construção do percurso, poderá oferecer-se a nós em sua qualidade de resposta.

 

É que aquilo que de fato nos move, nos é em parte desconhecido. Em partes verdadeiramente fundamentais. Aquilo que, de jeito, nos afeta, não é passível de ser apreendido integralmente. O onde, o quando, o por quem e o porquê somos assim interpelados são objeto de uma compreensão que só se faz mais tangível a posteriori.

 

Gostaríamos de enunciar aqui nossa inscrição no espaço da experiência, naquela acepção bermaniana de atravessamento, de algo que se faz sujeito a ao menos três ordens do acontecimento:

 

A irrupção do sujeito na língua, o acontecimento sendo aquele lugar em que a experiência ressoa, em que um rasgo se dá na estrutura, permitindo que algo do sujeito possa se dizer ali, se fazendo ouvir em sua diferença e constituindo-o enquanto tradutor e pesquisador.

 

O advento da relação, o cuidado de se inscrever numa memória constituída, com sua história, filiações, heterogeneidades e tensões próprias a cada campo, respeitando o modo particular de produção de sentidos dos vários olhares que nos recortam, acolhendo a diversidade naquilo que ela aponta como vivência do complexo espectro da alteridade.

 

O trabalho da tradução, aquela elaboração de uma escuta e de uma escrita que percorre todo traduzir e todo interpretar. Aquele delicado processo de enredamento nas ordens da língua, do discurso e do texto em todas as suas injunções, seus efeitos de autoria, suas implicações subjetivas e sociais.  

 

Gostaríamos de celebrar um espaço em que cada um, ao dar do seu, possa se ver mais largo e mais longe nos difratados reflexos daquilo que do outro lhe vem em resposta, daquilo que lhe vem inusitadamente traduzido, inaugurando em si um novo horizonte.

 

Que nos tempos deste espaço se abra a oferta de uma oferta, de um convite à tradução… à possibilidade de um fazer, juntos.

 

 

Profa. Dra. Márcia Atálla Pietroluongo – UFRJ

Prof. Dr. Maurício Mendonça Cardozo – UFPR

Coordenadores do GT de Estudos da Tradução

Biênio 2008-2010

 

Sobre o Blog do GTTRAD

setembro 12, 2008

O Blog do GTTRAD se oferece como um espaço virtual de diálogo para os membros do GT de Estudos da Tradução da ANPOLL e outros interessados na pesquisa em Tradução.

 

Por sua natureza de blog, esse espaço abre a possibilidade de instaurar-se como uma modalidade dinâmica de discussão em torno de questões pertinentes à pesquisa na área, na medida em que oferece ao visitante o recurso de envio de comentários a cada uma das mensagens postadas pelos moderadores do Blog (os coordenadores do GTTRAD). Além desse recurso, o espaço do Blog do GTTRAD abre ainda a possibilidade de hospedar e disponibilizar permanentemente a memória dessas discussões, ampliando, assim, os recursos de comunicação via correio eletrônico.

 

A coordenação do GT continuará a enviar suas mensagens aos membros pelo email do GTTRAD.  No entanto, ao invés de constituirem o próprio espaço da discussão, como anteriormente, as mensagens passam agora a funcionar como chamada para os novos conteúdos postados no Blog.

 

O email do GTTRAD também se mantém como canal de comunicação dos membros do GT com a coordenação. Mas para além desse recurso, convidamos ainda todos os visitantes a postarem seus comentários às mensagens abrigadas no Blog.

 

O Blog do GTTRAD se oferece como espaço complementar ao site do GTTRAD, onde permanecem abrigadas as publicações do GT de Estudos da Tradução, os relatórios e planos de trabalho de cada biênio, bem como as informações relativas à coordenação e aos pesquisadores integrantes do GT.

 

 

 

Maria Lúcia Vasconcellos

Universidade Federal de Santa Catarina – UFSC

1. Introdução e historicização de minha fala

A proposta de organização de encontros intermediários para o GTTRAD foi postada no blog do GT-TRAD [https://gttrad.wordpress.com/] em dezembro de 2008: os coordenadores do biênio 2008-2010 (Profa. Dra. Márcia Atálla Pietroluongo – UFRJ e Prof. Dr. Mauricio Mendonça Cardozo – UFPR), oficializando um desejo dos membros do GTTRAD presentes nas reuniões ocorridas em Goiânia, durante o XXIII ENANPOLL (2008), inauguraram a prática, nos anos em que não houvesse o encontro do GT na ANPOLL.

Conforme explicitado, esse encontro intermediário se constitui como um “fórum de debate sobre os rumos da pesquisa na nossa área, um espaço para tentarmos levar um pouco adiante algumas daquelas conversas e discussões que sempre acabam sendo abreviadas pelas dinâmicas comuns de apresentação de trabalho nos grandes congressos”. As preocupações que informam o tema geral do X Encontro Nacional de Tradutores [http://www.nastrilhasdatraducao.ufop.br/] dão a tônica das discussões:

Quais são os conceitos fundamentais que unem essas subáreas sob a égide da disciplina Estudos da Tradução? Teriam essas subáreas seguido trilhas próprias com metodologias e fundamentação teórica diferenciadas? Teríamos chegado a um grau de expansão que implicaria uma reformulação na unidade disciplinar dos Estudos da Tradução?

Em consonância com o tema do evento, o objetivo do I ENCONTRO INTERMEDIÁRIO DO GTTRAD / IDENTIDADE NA DIVERSIDADE DA PESQUISA NOS ESTUDOS DA TRADUÇÃO é formulado nos seguintes termos: “aprofundar a discussão de questões ligadas à identidade na diversidade da pesquisa na área dos Estudos da Tradução”, com ênfase nas mudanças ocorridas na configuração da pesquisa no cenário brasileiro, desde a década de 70 (Holmes, 1972, 1988, 2000).

As perguntas propostas são: (i) O que éramos ontem, o que somos hoje, o que queremos ser amanhã? (ii) O que nos une como área? (iii) O que nos separa em cada uma de nossas subáreas? (iv) Qual o ônus e o bônus desse esforço para manter uma unidade? (v) Quais os custos e benefícios de uma política de centramento disciplinar num campo de vocação interdisciplinar?
Neste contexto, pretendo, então, dialogar com as cinco perguntas, oferecendo minha leitura, historicamente contextualizada, sobre o cenário atual da pesquisa dos Estudos da tradução, no Brasil. A primeira – O que éramos ontem, o que somos hoje, o que queremos ser amanhã? – será desdobrada nas três partes que a constituem.

Cumpre, inicialmente, apresentar meu locus enuntiationis, o lugar a partir de onde falo. Sou afiliada à Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), em que desenvolvo atividades docentes em Estudos da Tradução, ministrando disciplinas e supervisionando pesquisa, no âmbito de iniciação científica, mestrado e doutorado. Venho de uma tradição de estudos lingüísticos, o que impacta diretamente um de meus dois interesses de pesquisa em Estudos da Tradução, a exploração de interfaces entre Estudos da Tradução, Linguística Sistêmico-Funcional e metodologias de corpus, sendo o segundo deles, o mapeamento dos Estudos da Tradução no Brasil. Os dois interesses de pesquisa se fazem presentes em artigos, capítulos de livros, organização de volumes especiais, apresentação de trabalhos e orientação de pesquisa, no âmbito de graduação, especialização e pós-graduação.

No que tange o primeiro, duas ilustrações são documentadas em Pagano & Vasconcellos (2005) [Nota 1] e Vasconcellos (no prelo) [Nota 2]. No que tange o segundo, minhas investigações instalam-se no âmbito de mapeamento do campo disciplinar, uma vez que questões de identidade disciplinar e expansão disciplinar se constituem em uma curiosidade que me move em direção a estudos bibliométricos (cf. Pagano & Vasconcelos 2003, 2004 [Nota 3]), à produção de resenhas de obras nitidamente mapeadoras (cf. Vasconcellos, 2005) e à participação no Grupo de Pesquisa denominado ‘Mapeamentos nos Estudos da Tradução’ [Nota 4] liderado por Fábio Alves da Silva Júnior e Werner Heidermann, do qual participam os colegas aqui presentes. [http://dgp.cnpq.br/buscaoperacional/detalhepesq.jsp?pesq=5083038168307301].

O objetivo desta ‘historicização’ de minha fala é deixar claro que minha contribuição está ‘contaminada’ por minha trajetória acadêmica e que, portanto, apresenta minha resposta às questões propostas pela coordenação do GT. Compartilho as reflexões com meus colegas, com vistas a contribuir para a discussão sobre a natureza multifacetada da produção acadêmica nos Estudos da Tradução no contexto brasileiro.

2. Tentativa de diálogo com as perguntas propostas

2.1 O que éramos ontem: tendência centrípeta

O primeiro segmento da primeira pergunta – O que éramos ontem – remete à história do GT-TRAD. No eixo histórico, saliento alguns textos que considero fundacionais e que, a meu ver, manifestam tendências centrípetas, na busca por unidade identitária na luta por visibilidade institucional. O primeiro texto é o texto de Maria Paula Frota e Rosemary Arrojo, publicado nos Anais do VII ENCONTRO NACIONAL DA ANPOLL, realizado em Porto Alegre, 1992, ‘A Organização do GT de Tradução e a Pesquisa Desenvolvida na Área’. Nesse texto, as autoras descrevem a estrutura funcional do GT e os desdobramentos advindos do trabalho do GT, a saber: (i) a fundação da Associação Brasileira de Pesquisadores em Tradução – ABRAPT – e o sindicato dos tradutores – SINTRA – que vieram por contribuir p institucionalização da área como disciplina acadêmica. Nesse texto, o que chamou minha atenção foi o fato de as autoras explicitarem a ‘marginalidade’ dos ‘estudos sobre tradução ’ [Nota 5], desenvolvidos “às margens da pesquisa que se faz tanto nas áreas de Letras como de Lingüística”.

O segundo texto que desejo resgatar é aquele produzido por Maria Paula Frota, Márcia do Amaral Peixoto Martins e Cristina Carneiro Rodrigues, publicado na Revista da ANPOLL (1994, 67-70): ‘Breve história do GT de Tradução e sua importância para o desenvolvimento da área em nosso país’. Aqui, as autoras resgatam o momento inaugural GT de Tradução, apontando dois motivos fizeram do ano de 1986 “auspicioso para a área de tradução”: o primeiro deles foi exatamente a presença do GT de Tradução entre os 21 (vinte e um) Grupos de Trabalho (GTs) do I encontro Nacional da ANPOLL. As autoras resgatam, ainda, a data da primeira reunião do GT – 1987 – durante o II Encontro Nacional, na UFRJ, ano em que a coordenação foi assumida pela professora Maria Cândida Bordenave (PUC-RJ). O que me chamou a atenção nesse texto foi o relato da definição de prioridade para o biênio: ‘criação de espaço acadêmico próprio’, uma vez que, conforme mostram as autoras, a tradução encontrava-se “disseminada nas mais diversas áreas, constituindo, na melhor das hipóteses, uma linha de pesquisa, vinculada à área de concentração em estudos da linguagem”. Interessante observar que, na reunião realizada em Caxambu (1994), a linha de pesquisa definida para o próximo biênio foi “A tradução como área de convergência multidisciplinar”, o que, pelo menos para mim, configura-se como uma situação absolutamente atual. Resgato, finalmente, segundo motivo que, segunda as autoras de ‘Breve história do GT de Tradução e sua importância para o desenvolvimento da área em nosso país’, fez de 1986 um ‘ano auspicioso’: a criação, em nível de pós-graduação, da primeira área de concentração em tradução do país, no Programa de Pós-Graduação em Linguística Aplicada da UNICAMP. Curioso observar que um Curso de Pós-Graduação – Mestrado em Estudos da Tradução só veio a ser aprovado em 2003, sendo implementado a partir de 2004 – 18 (dezoito) anos após a criação da primeira Área de Concentração em Tradução: Programa de Pós-Graduação em Estudos da Tradução (PPGET), que tem por objetivo formar profissionais competentes para o exercício das atividades de pesquisa, tradução propriamente dita, e magistério superior na área de tradução. Uma leitura possível dessa distância temporal é a natureza tortuosa dos caminhos da institucionalização do campo disciplinar.

Finalmente, um novo texto de Maria Paula frota – ‘O GT de Tradução da ANPOLL: história e perspectivas’ – produzido no âmbito da proposta da Coordenação do GT no biênio 2004-2006, um painel intitulado “Os caminhos da institucionalização dos Estudos da Tradução no Brasil” [http://letra.letras.ufmg.br/gttrad/anpoll.html]. Num trabalho abrangente e rigoroso, a autora parte da consideração das circunstâncias em que surge o GT-TRAD, vinculando o movimento de sua fundação “aos movimentos mais amplos que se deram no campo disciplinar dos Estudos da Tradução, tanto no âmbito nacional quanto internacional”. Por meio de um passeio descritivo pelos cursos universitários a partir de 1968 (data da promulgação da Lei de Diretrizes e Bases-LDB), descreve pontualmente os momentos decisivos na criação de habilitações de tradutor e intérprete na universidade brasileira; em seguida, resgata a data e as circunstâncias de formação da Associação Brasileira de Tradutores (ABRATES) e do Sindicato Nacional dos Tradutores (SINTRA), 1975 e 1988, respectivamente. No contexto do II Encontro Nacional da ANPOLL (1987), a autora explica a inserção do GT-TRAD à área de Letras, em função da vinculação histórica do docente responsável pela sugestão da formação do GT (Prof. Edson Rosa da Silva, vinculado à área de literatura). A partir daí, o percurso traça a inserção dos Estudos da Tradução nos Programas de pós-graduação, a trajetória das várias reuniões do GT (resgatando as configurações estruturais, desde a proposta e extinção dos GTs Regionais), para, finalmente, reconstruir, de forma crítica, as diversas iniciativas das várias coordenações bienais sempre com a preocupação de historicizar os momentos decisivos. Nesse esforço bem sucedido, a autora aponta, entre os condicionantes históricos, a presença determinante de pesquisadores com suas diversas especificidades e interesses, o que vem por impactar o perfil do GT em seus diversos momentos.

É exatamente com essa consideração das circunstâncias condicionantes do momento histórico que encerro esta seção: ‘o que éramos’ foi informado pela necessidade histórica de criação de identidade do campo disciplinar e por uma tendência centrípeta para garantir a unidade na luta por visibilidade institucional. Quanto a ‘o que somos hoje’ e a ‘o que queremos ser amanhã’, a serem discutidos a seguir, tendências centrífugas explicam o novo momento histórico, em que, passado o momento identitário, expansões são bem-vindas no campo disciplinar, manifestadas nas várias interfaces estabelecidas com disciplinas afins.

2.2 O que somos hoje, o que queremos ser amanhã: tendência centrífuga

Meu entendimento do que seja um Grupo de trabalho insere-se na consciência de contexto histórico, uma vez que um GT emerge da confluência de especialidades e interesses de um grupo de pesquisadores que se organizam, num determinado momento, a partir ou de um objeto de estudo comum, ou de uma teoria comum, ou de uma metodologia comum. Nesses termos, vejo ‘o que somos’ enquanto GT na própria configuração das subáreas do X ENTRAD, que retrata nossa atual natureza: Historiografia; Tradução Audiovisual; Tecnologias da Tradução; Ensino, Avaliação e Acreditação; Tradução e Psicanálise; Estudos de Corpora; Modelagem da Tradução; Processo Tradutório e Desempenho Experto; Tradução Juramentada e Técnica/Especializada; Terminologia; Tradução Literária; Tradução e Análise Textual; Tradução de Língua de Sinais; Estudos sobre Interpretação; Tradução de Textos Sensíveis; Ética na Tradução. Essas subáreas – que ainda não encapsulam toda a diversidade da pesquisa no contexto brasileiro – não foram ‘inventadas’ num vácuo, mas calcadas na disponibilidade de expertise disponível neste momento histórico, o que leva ao meu segundo ponto, a natureza dinâmica e flexível do GT, sempre em mutação.

Entretanto, não vejo esse dinamismo, essa flexibilidade e essa mutabilidade como impedimentos para o estabelecimento de nossa identidade; apenas saliento que ‘o que somos’ não tem caráter fixo, mas ‘fixa’ temporariamente o estado atual de nossa configuração. O que me leva a considerar que somos, atualmente, um Grupo de Pesquisadores em Estudos da Tradução que estão caminhando em direção a interfaces com disciplinas afins, o que configura, a meu ver, um movimento de expansão, posterior ao bem documento momento identitário da fase inicial. O momento atual parece ser impulsionado por forças centrífugas, que leva o campo disciplinar para além do confinamento das teorias totalizantes de décadas anteriores, que, a meu ver, mantinham a pesquisa em tradução sob a égide da literatura (sobretudo a comparada) e da lingüística (sobretudo a contrastiva). Não quero dizer que tais disciplinas não tenham conexões íntimas com a história da pesquisa em tradução, nem que não tenham o que contribuir; quero apenas retomar a tão discutida complexidade dos fenômenos que envolvem a tradução: as diferenças não podem ser apagadas em nome de categorizações que não mais se sustentam. O que vejo, então, em nossa configuração atual enquanto Grupo de Trabalho é um desenho multifacetado, que busca o debate sobre o que faz parte do campo disciplinar, também dinâmico, flexível e mutável, com vistas a buscar, cada vez mais, perspectivas, que nos ajudem a entender e descrever nosso objeto de estudo, em suas mais variadas manifestações.

Nosso momento está, a meu ver, em consonância com as preocupações do contexto europeu desde a década passada, conforme manifestado, por exemplo, no volume organizado por Bowker et al, Unity in Diversity? Current Trends in Translation Studies (1998): uma coleção ensaios que exploram a questão central da identidade disciplinar, em associação com a questão igualmente central expansão disciplinar. O diálogo interdisciplinar promovido pela coleção, como indica o titulo do volume, explora a possibilidade de unidade na diversidade manifestada nas diferentes tendências de pesquisa em Estudos da Tradução. Nas palavras dos organizadores do volume (minha tradução), tal diálogo interdisciplinar não se reduz a uma mera ‘justaposição amorfa’ (p. vi), mas, ao contrário, sugere as complexidades dos Estudos da Tradução, em que ‘celebrar nossas diferenças não implica denegrir o caráter comum de nossas preocupações’ (p. v.). Curioso que, ainda em 2005, a preocupação com a identidade disciplinar – semelhante à nossa – se fez presente no I Congresso Internacional I IATIS Conference: “Disciplinary Identity – Redefining Translation in the 21st Century” (cf. www.iatis.org/content/korea/programme.php).

Com relação a – ‘o que queremos ser amanhã’ (aqui entendido como o que ‘eu’ vejo como interessante para o futuro do GT) – observo dois pontos. O primeiro diz respeito diálogo interno do grupo de trabalho e o segundo diz respeito ao diálogo externo do GTTRAD. No que diz respeito ao diálogo interno, percebo ausências na configuração atual do GT que, potencialmente – considerando-se o tipo de expertise presente em nossos programas de pós-graduação ¬– poderiam se fazer presentes. A título de ilustração, cito as abordagens feministas ao Estudos da tradução, que já conta com colegas especialistas do Programa de Pós-Graduação em Estudos da Tradução – PGET; ou a investigação sistemática das questões de relações de poder e tradução, no viés pós-colonial, que também pode vir a ser representado: a investigação das relações entre línguas e entre comunidades por meio da investigação dos contextos de produção e disseminação de traduções, bem como de estratégias utilizadas, pode possibilitar tornar visíveis os loci de poder que informam a circulação global de traduções.

O segundo ponto que desejo destacar diz respeito ao diálogo externo do GT-TRAD. Percebo a necessidade de tentativas de interação com outras instâncias internacionais, para o estabelecimento de diálogo com fóruns que compartilham nossas preocupações. Por exemplo, o GTTRAD poderia tentar diálogo com a John Benjamins Publishing House, que tem desenvolvido um projeto internacional, com a colaboração de pesquisadores de diferentes instituições – Lessius Hogeschool e a European Society for Translation Studies (EST), visando a construção do que eles denominam uma ‘árvore conceitual’ (‘conceptual tree”), para fins de capturar a diversidade nas orientações teóricas e metodologias nos Estudos da tradução (cf. http://www.benjamins.com/online/tsb). Essa orientação, pressuponho, está de alguma forma contemplada na conferência de encerramento do X ENTRAD, a ser proferida pelo Prof. Dr. José Lambert, da Catholic University of Leuven, intitulada Globalisation of Translation Studies: a julgar pelo resumo apresentado, a fala busca demonstrar os benefícios advindos do compartilhamento internacional das configurações locais. Acredito que o diálogo internacional pode se mostrar profícuo, no sentido de nos proporcionar uma linguagem conceitual comum e no sentido de contribuir para a consolidação da disciplina.

2.3 O que nos une como área / O que nos separa em cada uma de nossas subáreas?

A maneira como respondo às questões tratadas nesta subseção se insere na configuração das forças que impulsionam os movimentos do campo disciplinar: a força centrípeta (que busca manter a identidade dos Estudos da Tradução) e a força centrífuga (que busca capturar as manifestações em constante mutação de atividades e investigações que podem ser incluídas sob a denominação de nossa disciplina). ‘O que nos une’, então, pode ser lido como o desejo e a necessidade de nos consolidarmos enquanto campo disciplinar constituído, inclusive com vistas a espaço institucional juntos aos órgãos reguladores da pós-graduação no Brasil; o que nos une, ainda, pode ser lido com o ‘objeto comum de interesse de pesquisa’ – a tradução, como fenômeno multifacetado.

‘O que nos separa em cada uma de nossas subáreas?’. O foco de nosso olhar investigativo. A título de ilustração, menciono apenas alguns dentre os vários: por exemplo, a distinção entre tradução enquanto produto e tradução enquanto processo; investigação da linguagem da tradução; questões práticas do trabalho de tradução (o cliente que ‘encomenda’ o serviço a ser prestado, as formas de pagamento, etc.), questões de tecnologia de apoio à tradução propriamente dita e à pesquisa, e condições de produção e disseminação de textos traduzidos, questões mais amplas das relações de poder envolvidas em situações línguas e culturas. Por necessidade, o foco do olhar vai informar os arcabouços teóricos e metodológicos a informar a pesquisa, gerando as diferentes interfaces em que desenvolvemos nosso trabalho.

A partir dessas reflexões, restam as questões finais: Qual o ônus e o bônus desse esforço para manter uma unidade? Quais os custos e benefícios de uma política de centramento disciplinar num campo de vocação interdisciplinar?

2.4 Qual o ônus e o bônus desse esforço para manter uma unidade? Quais os custos e benefícios de uma política de centramento disciplinar num campo de vocação interdisciplinar?

As perguntas desta subseção são tratadas em conjunto, por serem por mim consideradas passíveis de agrupamento num mesmo conjunto de reflexões, ligados à oposição entre as forças centrífugas e centrípetas que atuam no interior dos Estudos da Tradução, ainda refletindo a natureza interdisciplinar e a ‘crise de identidade’ desta ainda jovem disciplina.

O ‘bônus’, como espero já ter mostrado, tem caráter teórico-metodológico e, principalmente, político: a apropriação da identidade na diversidade, pelos membros da comunidade do campo disciplinar, o reconhecimento da diversidade como inerente à natureza interdisciplinar dos Estudos da tradução, bem como o conseqüente fortalecimento da área na busca por espaço institucional justificam os esforços de ‘centramento’. Manter a unidade permite ‘falar a mesma língua’, sobretudo no que concerne conceitualizações e terminologias da área, e, por conseqüência, permite a comunicação interna.

O ‘ônus’, a meu ver, está no perigo de se desmanchar as diferenças em nome da unidade e no perigo de sacrificar a periferia em nome das forças centrípetas. Negligenciar ou excluir fenômenos relevantes é um cenário possível e perigoso. Para diluir esse perigo, sugiro, então, evitarmos praticar nossas próprias formas de exclusão e ‘marginalidades’, repetindo, internamente, a exclusão que os Estudos da Tradução vêm sofrendo na comunidade científica. Nesse sentido, vale tentar não entrar no que Pöchhacker (1998) denomina, no contexto de estudos de interpretação, ‘batalha de paradigmas’, devido à intrínseca diversidade de seu objeto de estudo. Como diz Pöchhacker, a comunidade não se beneficia de uma busca por uniformidade de abordagens metodológicas per se. Ao contrário, pode se beneficiar de uma transformação de sua diversidade em um tipo de força: o reconhecimento e aceitação da diversidade podem dar espaço à descoberta de novas relações e conexões, reforçando, assim, o sentido de unidade e coerência interna (169).

3. Reflexões finais

Retomo o título que escolhi para meu texto: ‘ComUNIDADE na diversidade dos Estudos da Tradução?’ Observe-se que optei por um ponto de interrogação, para sinalizar o status inconclusivo que a questão tem para mim. O título foi inspirado no texto de Pöchhacker (1998), já citado anteriormente e, assim, ecoa as preocupações desse autor, com quem compartilho o entendimento dos méritos da unidade e as virtudes da diversidade: uma das maneiras de fortalecer a coerência interna pode ser desenvolver um acolhimento da diversidade intrínseca do fenômeno da tradução e dos Estudos da Tradução, enquanto campo disciplinar estabelecido e consolidado.

Finalmente, termino com uma reflexão que me consola. Por vezes, percebo os Estudos da Tradução no Brasil se debatendo sobre questões que podem parecer repetitivas. Entretanto, se é que isso realmente oferece algum tipo de conforto, preocupações semelhantes ainda se manifestam – em 2009 – no contexto internacional. Evidência disso é oferecida pela recente publicação da Routledge, Translation Studies, organizada por Mona Baker, que congrega tanto textos fundacionais do campo disciplinar (enquanto área internacional e interdisciplinar de investigação) quanto contribuições mais recentes, na busca por demonstração das diversas formas de pesquisa em tradução: desde pesquisas inseridas em, ou tocando, ainda que tangencialmente, disciplinas acadêmicas tradicionais, como lingüística, crítica literária, filosofia, antropologia, estudos culturais, até novas formas de olhar e descrever a complexidade dos fenômenos envolvidos na tradução [http://www.routledgelinguistics.com/books/Translation-Studies-isbn9780415344227].

O que, se não consola, no mínimo me leva a crer que não estamos delirando sozinhos.

Referências
ARROJO, R. & FROTA, M. P. (1992). A Organização do GT de Tradução e a Pesquisa Desenvolvida na Área. Anais do VII ENCONTRO NACIONAL DA ANPOLL. Porto Alegre.

FROTA, M. P., MARTINS , M. A. P., RODRIGUES, C. C. (1004). Breve história do GT de Tradução e sua importância para o desenvolvimento da área em nosso país. Revista da ANPOLL (p. 67-70).

FROTA, M. P. O GT de Tradução da ANPOLL: história e perspectivas. In: “Os caminhos da institucionalização dos Estudos da Tradução no Brasil”. [http://letra.letras.ufmg.br/gttrad/anpoll.html]

BOWKER, L. et al. (Eds.) Unity in Diversity? Current Trends in Translation Studies. Manchester, UK: St. Jerome, 1998.

HALLIDAY, M.A.K., McINTOSH,A.; STREVENS, P.D. (1964). The Linguistics Science and Language Teaching. London/New York: Longman.

HOLMES, J. S. (1972/1988). The Name and Nature of Translation Studies. In: Translated! Papers on Literary Translation and Translation Studies. Amsterdam: Rodopi..

PAGANO, A., VASCONCELLOS, M. L. Estudos da Tradução no Brasil: reflexões sobre teses e dissertações elaboradas por pesquisadores brasileiros nas décadas de 1980 e 1990. Revista Delta, São Paulo, v.19, p.1-26, 2003.

PAGANO, A. S. & VASCONCELLOS, M.L. (2004). Estudos da Tradução: Perfil da Área. IN Proceedings of III CIATI – Congresso Ibero-Americano de Tradução e Interpretação. Electronic Publication (www.unibero.edu.br/spw_3ciati_en.asp).

RICCARDI, Alessandra (Ed.) (2002). Translation Studies- Perspectives on na Emerging Disicpline. Cambridge: CUP.

VASCONCELLOS, M.L. (2005). Resenha: Bowker, L. et al. (Eds.) Unity in Diversity? Current Trends in Translation Studies. Manchester, UK: St. Jerome, 1998. IN: Ilha do Desterro (48), p. 229-234.

PAGANO, A. S. & VASCONCELLOS, M.L. (2005). Explorando interfaces: Estudos da Tradução, Lingüística Sistêmico-Funcional e Lingüística de corpus. IN: Alves et al. Competência em Tradução: Cognição e Discurso. Belo Horizonte/MG: Editora da UFMG, p. 157-188.

PÖCHHACKER, F. (1998). Unity in diversity. The Case of Interpreting Studies. In Bowker, L. et al. (Eds.) Unity in Diversity? Current Trends in Translation Studies. Manchester, UK: St. Jerome, 1998, p.169-176.

VASCONCELLOS, M.L. (2009, no prelo). Systemic Functional Translation Studies (Sfts): The Theory Travelling In Brazilian Environments. IN D.E.L.T.A, no prelo.

Referências eletrônicas:

Blog do GT [https://gttrad.wordpress.com]

Diretório dos Grupos de Pesquisa no Brasil – Mapeamentos nos Estudos da Tradução.

http://dgp.cnpq.br/buscaoperacional/detalhepesq.jsp?pesq=5083038168307301

http://www.stjerome.co.uk

www.unibero.edu.br/spw_3ciati_en.asp

www.benjamins.com/online/tsb

www.iatis.org/content/korea/programme.php

http://www.routledgelinguistics.com/books/Translation-Studies-isbn9780415344227

Notas

NOTA 1 – Este trabalho apresenta o estado da arte da pesquisa realizada nas interfaces entre Estudos da tradução, Linguística sistêmico-funcional e metodologias de corpus, até o início da década de 2000, resenhando pesquisa no contexto nacional e internacional. Aqui, é evidenciada a robustez da interface teórico-metodológica para a descrição de ‘ textos em relação tradutória’ (cf. Halliday 1964, p. 124).

NOTA 2 – Este trabalho – cuja versão inicial foi apresentada no congresso 4th ALSFAL – 4th CONFERENCE OF THE LATIN AMERICAN SYSTEMIC FUNCTIONAL LINGUISTICS ASSOCIATION, Outubro, 2008, na Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), Florianópolis, Brasil – continua o mapeamento dos Estudos da Tradução Sistêmico-Funcionais no Brasil, desde sua origem e incluindo a década de 2000, buscando mostrar a trajetória dos chamados ‘Estudos da Tradução Sistêmico-Funcionais’. O trabalho termina com uma comparação da pesquisa em Estudos da Tradução Sistêmico-Funcionais no Brasil à pesquisa no contexto internacional, divulgada no congresso The 2nd HCLS Conference – “Translation, Language Contact, and Multilingual Communication”. The Halliday Centre for Intelligent Applications of Language Studies (HCLS). City University of Hong Kong (CityU) – 13-15 August, 2008. (http://www.hallidaycentre.cityu.edu.hk/hcls-c2-2008/html/pconf.asp).

NOTA 3 – Os textos tomam como base os dados do CD-ROM Estudos da Tradução no Brasil / Translation Studies in Brazil (2001), a partir dos quais examinam a produção de teses e dissertações sobre tradução por pesquisadores brasileiros, sob a perspectiva de sua localização temporal e institucional, observando-se modalidades de pesquisa realizada e a tendência quanto à afiliação teórica dos trabalhos. O mapa obtido a partir da análise dos dados é cotejado com o mapa desenhado por Holmes (1972; 1988), com relação aos Estudos da Tradução no contexto europeu, com vistas a refletir sobre a especificidade da produção acadêmica sobre tradução no contexto brasileiro.

NOTA 4 – As chamadas ‘repercussões dos trabalhos do grupo’ são definidas nos seguintes termos:As atividades deste grupo remontam ao Grupo de Pesquisa Estudos da Tradução criado em 1997 na Universidade Federal de Minas Gerais. Em 2002 incorporaram-se ao grupo professores pesquisadores de outras quatro universidades brasileiras, quais sejam, a Universidade Federal de Santa Catarina, a Universidade Federal do Rio de Janeiro, a Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro, e a Pontifícia Universidade Católica de São Paulo, congregados em torno de um objeto de estudo que contemplou a tradução e o traduzir em suas múltiplas manifestações e possíveis inserções teóricas. Após um amadurecimento das reflexões e em decorrência da necessidade de estabelecer uma agenda que priorize o trabalho de referenciação do campo disciplinar, o grupo foi reestruturado em 2004 a partir de redefinições dos seus objetivos, a fim de realizar um mapeamento conceitual, teórico e histórico dos Estudos da Tradução no país e no exterior com vistas a instrumentar o campo disciplinar com obras de referência em língua portuguesa inexistentes no mercado editorial nacional. Suas metas específicas são: (a) o monitoramento da evolução dos Estudos da Tradução no país e no exterior; e (b) a publicação conjunta, de cunho teórico e aplicado, de um glossário e uma enciclopédia que contemplem o campo disciplinar dos Estudos da Tradução e que sejam socialmente relevantes no âmbito nacional e internacional. O grupo propõe-se a publicar, preferencialmente através de suporte online, os resultados de um mapeamento conceitual, teórico e histórico que almejam iluminar as dimensões textuais, discursivas, cognitivas, socioculturais e políticas do ato tradutório. Esses resultados podem ser consultados no sítio da Enciclopédia de Estudos da Tradução, ENCICLOTRAD – http://letra.letras.ufmg.br/enciclotrad -, desenvolvida por uma equipe interinstitucional constituída por especialistas selecionados com base em sua trajetória acadêmica e capacidade comprovada de liderança em suas respectivas áreas de atuação”.

NOTA 5 – Observe-se a trajetória da auto-representação do GT, conforme manifestada nas diferentes maneiras de auto-nomeação: aqui, fala-se em ‘estudos sobre tradução’. À medida que o campo disciplinar vai se estabelecendo, a auto-representação sofre mudanças. No momento atual, O GT está prestes a ser  denominado ‘GT de Estudos da Tradução’, conforme informado por Fábio Alves (comunicação pessoal via email): “para mudança oficial de nome do GT, é necessária aprovação do Conselho da ANPOLL e ratificação pela Assembléia Geral que se reunirá em Belo Horizonte no dia 5 de agosto ao final do XXIV Encontro Nacional da ANPOLL. A mudança de nome do GT-RAD já está lançada como ponto de pauta”. Cumpre observar que a denominação “Estudos da tradução”, conforme usada no Brasil, adquiriu características próprias, diferentes daquelas inicialmente propostas no contexto europeu – em que se mostrou, pelo menos em seus momentos iniciais, nitidamente vinculada a estudos literários (sobre o tópico, sugiro a leitura de Alessandra Riccardi (2002, p. 75-91). No contexto brasileiro, a denominação é mais abrangente e busca encapsular um conjunto de investigações sistemáticas cujo objeto de estudo é a tradução e o traduzir, em suas mais variadas manifestações.

Cadernos de Literatura em Tradução
CHAMADA PARA PUBLICAÇÃO

Prazo para envio dos trabalhos: 30 de julho de 2009

Desde 1997, a Cadernos de Literatura em Tradução, editada pela Humanitas/USP, vem se estabelecendo como um dos principais instrumentos de divulgação da prática de tradução literária no Brasil.

Primeiramente publicada anualmente, a Cadernos tornou-se semestral e agora, com o intuito de ampliar sua contribuição para o
desenvolvimento dos estudos de tradução literária no Brasil, além da
já consagrada publicação de traduções literárias, passará a publicar
regularmente artigos, inaugurando uma nova seção, tornando-se assim um meio em que dialogam teoria e prática.

Convidamos todos os interessados a enviar traduções literárias (poesia e ficção curta de e para o português) e artigos que tratam de tradução literária para os seguintes endereços:
cadernosdetraducao@yahoo.com.br e
cadernosdeliteraturaemtraducao@gmail.com
até o dia 30/07/2009, para publicação no segundo número de 2009.

Em geral, os textos não devem exceder 5.000 palavras, incluindo
traduções e originais.

 

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7 a 10 de setembro de 2009

Ouro Preto – MG – Brasil

2ª CIRCULAR

O enorme crescimento da disciplina Estudos da Tradução nos últimos 30 a 40 anos gerou sua expansão em direção a diferentes especialidades, recortando o campo disciplinar em subáreas específicas: Tradução Audiovisual, Estudos de Corpora, Ensino de Tradução, Terminologia, Estudos sobre Competência e Desempenho Experto, Abordagens Textuais e Cognitivas, Historiografia, para citar apenas algumas.

Neste Encontro, discutiremos as seguintes questões: Quais são os conceitos fundamentais que unem essas subáreas sob a égide da disciplina Estudos da Tradução? Teriam essas subáreas seguido trilhas próprias com metodologias e fundamentação teórica diferenciadas? Teríamos chegado a um grau de expansão que implicaria uma reformulação na unidade disciplinar dos Estudos da Tradução?

A Associação Brasileira de Pesquisadores em Tradução (ABRAPT), depois de algum tempo reconstruindo suas trilhas, novamente congregará os pesquisadores da área através do X Encontro Nacional de Tradutores/ IV Encontro Internacional de Tradutores. Com o apoio da Universidade Federal de Ouro Preto, o evento se realizará na cidade histórica patrimônio cultural da humanidade, onde cultura, literatura, história e arquitetura proporcionarão o cenário para as reflexões sobre as trilhas da tradução.

Reorganizamos as subáreas temáticas da seguinte forma:

1.   HistoriografiaCoordenadores: Marcia A. P. Martins e John Milton

2.   Tradução AudiovisualCoordenadoras: Vera Santiago e  Eliana Franco

3.   Tecnologias da TraduçãoCoordenadores: Ronaldo Martins e  Leila Darin

4.   Ensino, Avaliação e AcreditaçãoCoordenadores: Glória Sampaio e Adauri Brezolin

5.   Tradução e PsicanáliseCoordenadoras: Maria Paula Frota e Viviane Veras

6.   Estudos de CorporaCoordenadoras: Carmen Dayrell e Stella Tagnin

7.   Modelagem da Tradução, Processo Tradutório e Desempenho ExpertoCoordenadores: Fábio Alves e Adriana Pagano

8.   Tradução Juramentada e Técnica/EspecializadaCoordenadores: Diva Camargo, Francis Aubert e Lídia Barros

9.   Terminologia Coordenadores: Ieda Maria Alves e Maria José Finatto

10.  Tradução LiteráriaCoordenadores: Márcia Pietroluongo e Maurício Cardozo

11.  Tradução e Análise TextualCoordenadores: Célia Magalhães e Maria Lucia Vasconcellos

12.  Tradução de Língua de SinaisCoordenadores: Ronice Quadros  e Viviane Heberle

13.  Estudos sobre InterpretaçãoCoordenadores: Branca Viana e Reynaldo Pagura

14.  Tradução de Textos SensíveisCoordenadores: Carlos Gohn e Markus Weininger

15.  Ética na TraduçãoCoordenadores: Maria Clara Castellões e  Lenita Esteves

 

 

Para submeter trabalhos, envie nome, afiliação institucional, título e resumo (máximo de 300 palavras, em espaço simples e fonte Times New Roman 12) para o e-mail abrapt@gmail.com até 31 de março de 2009.

Os trabalhos podem ser apresentados em português, inglês, espanhol ou francês.

Favor indicar a subárea na qual deseja incluir seu trabalho.


Prazos e taxas de adesão:

 

Até 31/05/2009

Até 31/08/2009

A partir de 1o/09/2009

Estudantes brasileiros

R$60

R$80

R$90

Membros da ABRAPT

R$120

R$160

R$180

Professores de inst. Brasileiras

R$180

R$240

R$270

Outros interessados

R$200

R$270

R$300

 

Anuidade da ABRAPT: R$50

Contatos:          X ENTRAD, DELET-ICHS-UFOP

Rua do Seminário S/N. – Centro – Mariana – MG – 35420-000

Fone/Fax: (31) 3557 9400

Homepage: http://www.nastrilhasdatraducao.ufop.br/

 

Palestrantes confirmados:

Prof. Dr. Walter Carlos Costa (Universidade Federal de Santa Catarina – Brasil)

Profa. Dra. Amparo Hurtado-Albir (Universidade Autônoma de Barcelona – Espanha)

Prof. Dr. Paul Bandia (Universidade de Concórdia – Canadá)

Prof. Dr. Vicente Rafael (Universidade de Washington – Estados Unidos)

 

Comissão Organizadora Local:

José Luiz Gonçalves

Irene Hirsch

Glória Guiné

 

Secretárias:

Eliane Sandi

Taís Takehara

 

Diretoria da ABRAPT:

José Luiz Gonçalves, Eliana Franco, Vera Santiago, Maria Clara Castellões, Irene Hirsch, Glória Guiné, John Milton, Carlos Gohn, Fábio Alves e Márcia A. P. Martins

 

 

 

Obs.: Na 3ª Circular, serão divulgadas as informações relativas ao pagamento da taxa de adesão e da anuidade para os associados da ABRAPT.

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 September 7-10, 2009

Ouro Preto – MG – Brazil

2nd CIRCULAR

The enormous growth of the discipline of Translation Studies in the last 30 to 40 years has led to its expansion into different specialties, encompassing disparate subareas such as Audiovisual Translation, Corpora Studies, Translation Teaching, Terminology, Translation Competence and Expert Performance Research, Textual and Cognitive Approaches, Historiography, to name just a few.

This Conference will discuss the following questions: What are the core concepts which link these subareas under the umbrella term of Translation Studies? Have they followed very different paths with their own theoretical bases and methodologies? Have we reached a level of expansion that calls for a reformulation of the long-sought-for unity of Translation Studies?

The Brazilian Association of Translation Researchers (ABRAPT), after rebuilding its own paths, is once again bringing together Translation Studies researchers at the 4th International Translation Forum in Brazil. With the support of the Universidade Federal de Ouro Preto (UFOP), this Conference will be held in the town of Ouro Preto, a world heritage site, where culture, literature, history and architecture provide the setting for the debates on the paths of translation.

We have reorganized the Conference subareas as follows:

1.   Historiography – Coordinators: Marcia A. P. Martins & John Milton

2.   Audiovisual Translation and Accessibility – Coordinators: Vera Santiago &  Eliana Franco

3.   Translation Technologies – Coordinators: Ronaldo Martins &  Leila Darin

4.   Teaching, Evaluation, and Accreditation – Coordinators: Glória Sampaio & Adauri Brezolin

5.   Translation and Psychoanalysis – Coordinators: Maria Paula Frota & Viviane Veras

6.   Corpora Studies – Coordinators: Carmen Dayrell & Stella Tagnin

7.   Translation Modelling, Translation Process and Expert Performance – Coordinators: Fábio Alves & Adriana Pagano

8.   Sworn and Technical/Specialized Translation – Coordinators: Diva Camargo, Francis Aubert & Lídia Barros

9.   Terminology – Coordinators: Ieda Maria Alves & Maria José Finatto

10.  Literary Translation – Coordinators: Márcia Pietroluongo & Maurício Cardozo

11.  Translation and Text Analysis Coordinators: Célia Magalhães & Maria Lucia Vasconcellos

12.  Sign Language Translation Coordinators: Ronice Quadros  & Viviane Heberle

13.  Interpreting Studies Coordinators: Branca Viana & Reynaldo Pagura

14.  Translation of Sensitive Texts Coordinators: Carlos Gohn & Markus Weininger

15.  Ethics of Translation Coordinators: Maria Clara Castellões & Lenita Esteves

 

 

To submit a paper to the Conference, please send name, affiliation, title and abstract (max. 300 words, single-spaced, Times New Roman 12) to the e-mail address abrapt@gmail.com by March 31st, 2009.

Papers may be given in Portuguese, English, Spanish or French.

Please say which subarea of the Conference you wish your paper to be included in.


Deadlines and Fees:

 

By May 31, 2009

By August 31, 2009

After September 1, 2009

Brazilian students

R$60

R$80

R$90

ABRAPT members

R$120

R$160

R$180

Brazilian teachers/ professors

R$180

R$240

R$270

Others

R$200

R$270

R$300

(Fees in Brazilian Reais)

 

ABRAPT annual fee: R$50

 

Contact: X ENTRAD, DELET-ICHS-UFOP

Rua do Seminário S/N. – Centro – Mariana – MG – Brazil. 35420-000

Fone/Fax: +55 31 3557 9400

 

Homepage: http://www.nastrilhasdatraducao.ufop.br/

 

Keynote Speakers confirmed:

Prof. Dr. Walter Carlos Costa (Federal University of Santa Catarina – Brazil)

Profa. Dra. Amparo Hurtado-Albir (Autonomous University of Barcelona – Spain)

Prof. Dr. Paul Bandia (Concordia University – Canada)

Prof. Dr. Vicente Rafael (University of Washington – USA)

 

Local Organizing Committee:

José Luiz Gonçalves

Irene Hirsch

Glória Guiné

 

Secretaries:

Eliane Sandi

Taís Takehara

 

ABRAPT Board of Directors:

José Luiz Gonçalves, Eliana Franco, Vera Santiago, Maria Clara Castellões, Irene Hirsch, Glória Guiné, John Milton, Carlos Gohn, Fábio Alves and Márcia A. P. Martins

 

  

Note: More details on how to pay the Conference fees in the 3rd Circular, forthcoming.

  

 

 

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7 a 10 de septiembre de 2009

Ouro Preto – MG – Brasil

 

2ª CIRCULAR

El enorme crecimiento de los Estudios de la Traducción en los últimos 30 a 40 años impulsó la expansión de este campo en diferentes especialidades que hoy delimitan el mismo como subáreas específicas: Traducción Audiovisual, Estudios de Corpus, Enseñanza de la Traducción, Terminología, Estudios de la competencia traductora y del conocimiento experto, Aproximaciones textuales y cognitivas, Historiografía, entre otras tantas. 

Este Encuentro se propone constituir un ámbito de discusión de las siguientes preguntas: ¿Qué conceptos fundamentales reúnen estas diferentes subáreas en un campo único — los Estudios de la Traducción? ¿Serían metodologías y fundamentos teóricos diferenciados indicación de que las subáreas están siguiendo sus propias trayectorias? ¿Sería necesario reformular la unidad del campo disciplinario en respuesta a la expansión del mismo?

En este momento de reflexión sobre su propia trayectoria y sobre los Estudios de la Traducción, la ABRAPT (Associação Brasileira de Pesquisadores em Tradução) convoca, por medio de esta Circular, a investigadores del área y áreas afines, a participar del X Encuentro Nacional de Traductores/ IV Encuentro Internacional de Traductores. El evento cuenta con el apoyo de la Universidad Federal de Ouro Preto y será realizado en la ciudad histórica homónima, patrimonio cultural de la humanidad y lugar propicio para reflexiones enmarcadas pela cultura, literatura, historia y arquitectura de Minas Gerais.

Son ejes temáticos de la convocatoria:

1.   Historiografía – Coordinadores: Marcia A. P. Martins y John Milton

2.   Traducción Audiovisual – Coordinadores: Vera Santiago y  Eliana Franco

3.   Tecnologías de la Traducción – Coordinadores: Ronaldo Martins y  Leila Darin

4.   Enseñanza, evaluación y acreditación – Coordinadores: Glória Sampaio y Adauri Brezolin

5.   Traducción y psicoanálisis – Coordinadores: Maria Paula Frota y Viviane Veras

6.   Estudios de Corpus – Coordinadores: Carmen Dayrell y Stella Tagnin

7.   Modelación de la Traducción, Proceso Traductor y Desempeño Experto – Coordinadores: Fábio Alves y Adriana Pagano

8.   Traducción Pública y Técnica/Especializada – Coordinadores: Diva Camargo, Francis Aubert y Lídia Barros

9.   Terminología – Coordinadores: Ieda Maria Alves y Maria José Finatto

10.  Traducción Literaria – Coordinadores: Márcia Pietroluongo y Maurício Cardozo

11.  Traducción y Análisis Textual – Coordinadores: Célia Magalhães y Maria Lucia Vasconcellos

12.  Traducción de Lenguaje de Señales – Coordinadores: Ronice Quadros  y Viviane Heberle

13.  Estudios sobre Interpretación – Coordinadores: Branca Viana y Reynaldo Pagura

14.  Traducción de Textos Sensibles – Coordinadores: Carlos Gohn y Markus Weininger

15.  Ética en Traducción – Coordinadores: Maria Clara Castellões y Lenita Esteves

 

Para participar con presentación de ponencia, enviar nombre, institución, título y resumen (máximo de 300 palabras, en espacio simple, Times New Roman 12) a la dirección de e-mail abrapt@gmail.com hasta el 31 de marzo de 2009.

Las ponencias pueden ser presentadas en portugués, inglés, español o francés.

Indicar la sección temática a la que se vincula el trabajo.


Aranceles

 

Hasta 31/05/2009

Hasta 31/08/2009

A partir del 1o/09/2009

Estudiantes Brasileños

R$60

R$80

R$90

Participantes asociados a la ABRAPT

R$120

R$160

R$180

Profesores de instituciones brasileñas

R$180

R$240

R$270

Otros interesados

R$200

R$270

R$300

 

Cuota societaria de la ABRAPT: R$50

Contactos:        X ENTRAD, DELET-ICHS-UFOP

Rua do Seminário S/N. – Centro – Mariana – MG – 35420-000

 BRASIL

Tel./Fax: +55 31 3557 9400

Homepage: http://www.nastrilhasdatraducao.ufop.br/

 

Palestrantes confirmados:

Prof. Dr. Walter Carlos Costa (Universidad Federal de Santa Catarina – Brasil)

Profa. Dra. Amparo Hurtado-Albir (Universidad Autónoma de Barcelona – España)

Prof. Dr. Paul Bandia (Universidad de Concordia – Canadá)

Prof. Dr. Vicente Rafael (Universidad de Washington – Estados Unidos)

 

Comité Organizador Local:

José Luiz Gonçalves

Irene Hirsch

Glória Guiné

 

Secretarias:

Eliane Sandi

Taís Takehara

 

Junta de Directores de ABRAPT:

José Luiz Gonçalves, Eliana Franco, Vera Santiago, Maria Clara Castellões, Irene Hirsch, Glória Guiné, John Milton, Carlos Gohn, Fábio Alves y Márcia A. P. Martins

 

 

 

Nota: En la Tercera Circular se informará sobre pagos de cuotas societarias de la ABRAPT

 

 

 

 

 

Revista Alea 11/2 (julho/ dezembro 2009)

CHAMADA PARA PUBLICAÇÃO

Alea
ESTUDOS NEOLATINOS
Revista semestral do Programa de Pós-Graduação em Letras Neolatinas

 

Tema geral

Crítica, cultura e identidade: questões de tradução

Prazo para envio dos trabalhos: 31 de julho de 2009

http://www.letras.ufrj.br/pgneolatinas/0_frame.html

 

Alea: Estudos Neolatinos – Revista semestral organizada pelo Programa de Pós-Graduação em Letras Neolatinas da Universidade Federal do Rio de Janeiro. A publicação visa à divulgação de trabalhos de pesquisa originais provenientes das diversas áreas de produção de conhecimento relacionadas com a área de letras e que se articulem com as línguas e as literaturas neolatinas.

 

 

A revista é indexada pela SciELO (Scientific Electronic Library Online) e sua versão on-line pode ser consultada no endereço www.scielo.br/alea

 

Chamada nr.01

dezembro 11, 2008

I Encontro Intermediário do GTTRAD

Identidade na Diversidade da Pesquisa nos

Estudos da Tradução

 

Como combinado na última reunião do GT de Estudos da Tradução em Goiânia, no XXIII ENANPOLL (2008), a partir de 2009 passaremos a organizar um encontro intermediário do Grupo nos anos em que não há o encontro do GT na ANPOLL

 

O que é?

É um fórum de debate sobre os rumos da pesquisa na nossa área, um espaço para tentarmos levar um pouco adiante algumas daquelas conversas e discussões que sempre acabam sendo abreviadas pelas dinâmicas comuns de apresentação de trabalho nos grandes congressos.

 

Qual o tema?

Em confluência com o tema geral do X Encontro Nacional de Tradutores, queremos aprofundar a discussão de questões ligadas à identidade na diversidade da pesquisa na área dos Estudos da Tradução: Da década de 70 para cá, o que mudou no desenho do mapa de Holmes? O que éramos ontem, o que somos hoje, o que queremos ser amanhã? O que nos une como área? O que nos separa em cada uma de nossas subáreas? Qual o ônus e o bônus desse esforço para manter uma unidade? Quais os custos e benefícios de uma política de centramento disciplinar num campo de vocação interdisciplinar?

 

Como vai ser?

 

  • Teremos duas sessões de debate, uma pela manhã e outra na parte da tarde;
  • Em cada uma das sessões, uma mesa-redonda será composta e assumirá a tarefa de mediação do debate;

E quanto à inscrição de trabalhos?

Todos os membros do GTTRAD estão convidados a inscreverem trabalhos sobre o tema. Os trabalhos serão previamente publicados no site do GTTRAD e ficarão à disposição dos interessados, servindo de subsídio à discussão em cada sessão de debate.

A coordenação do GTTRAD tem em vista a publicação de um dossiê integrado pelos textos encaminhados, em sua versão definitiva.

 

E quanto ao prazo final para a submissão dos trabalhos?

  • Dia 31 de maio de 2009.

Quais as modalidades de participação no Encontro?

 

  • Participante com inscrição de trabalho: aberta a todos os membros do GTTRAD.
  • Como ouvinte ou participante do debate: todos os interessados estão convidados a participar das sessões de debate.

Quando?

Dia 07 de setembro, em dois blocos:

  • das 9h00 às 12h00;
  • das 14h00 às 17h00.

 

Onde?

Em Ouro Preto, aproveitando a nossa viagem para o X Encontro de Tradutores. Informações detalhadas quanto ao local serão divulgadas na próxima circular.

 

 

Profa. Dra. Márcia Atálla Pietroluongo – UFRJ

Prof. Dr. Mauricio Mendonça Cardozo – UFPR

Coordenadores do GT de Estudos da Tradução

Biênio 2008-2010

Associação Brasileira de Pesquisadores em Tradução (ABRAPT)

E

Universidade Federal de Ouro Preto (UFOP)

 

 

 

X ENCONTRO NACIONAL DE TRADUTORES

E

 IV ENCONTRO INTERNACIONAL DE TRADUTORES

 

7 a 10 de setembro de 2009

Ouro Preto – MG – Brasil

 

1ª CIRCULAR

Nas trilhas da tradução: para onde vamos?

O enorme crescimento da disciplina Estudos da Tradução nos últimos 30 a 40 anos gerou sua expansão em direção a diferentes especialidades, recortando o campo disciplinar em subáreas específicas: Tradução Audiovisual, Estudos de Corpora, Ensino de Tradução, Terminologia, Estudos Interculturais, Estudos sobre Competência e Desempenho Experto, Abordagens Textuais e Cognitivas, Historiografia, Localização, para citar apenas algumas.

Neste Encontro, discutiremos as seguintes questões: Quais são os conceitos fundamentais que unem essas subáreas sob a égide da disciplina Estudos da Tradução? Teriam essas subáreas seguido trilhas próprias com metodologias e fundamentação teórica diferenciadas? Teríamos chegado a um grau de expansão que implicaria uma reformulação na unidade disciplinar dos Estudos da Tradução?

A Associação Brasileira de Pesquisadores em Tradução (ABRAPT), depois de algum tempo reconstruindo suas trilhas, novamente congregará os pesquisadores da área através do X Encontro Nacional de Tradutores/IV Encontro Internacional de Tradutores. Com o apoio da Universidade Federal de Ouro Preto, o evento se realizará na cidade histórica patrimônio cultural da humanidade, onde cultura, literatura, história e arquitetura proporcionarão o cenário para as reflexões sobre as trilhas da tradução.


O Encontro incluirá as seguintes subáreas dos Estudos da Tradução:

1. Estudos Interculturais

2. Historiografia

3. Tradução Audiovisual

4. Tecnologias da Tradução

5. Ensino, Avaliação e Acreditação

6. Tradução e Psicanálise

7. Estudos de Corpora

8. Abordagens Cognitivas e Desempenho Experto em Tradução

9. Tradução Juramentada e Técnica/Especializada

10. Terminologia

11. Tradução Literária

12. Estudos de Adaptação

13. Estudos Comparados/Contrastivos de Tradução

14. Tradução Automática

15. Tradução de Língua de Sinais

16. Estudos sobre Interpretação

17. Tradução e Mídia Global

18. Tradução de Textos Sensíveis

 

Para submeter trabalhos, envie nome, afiliação institucional, título e resumo (máximo de 300 palavras, em espaço simples e fonte Times New Roman 12) para o e-mail abrapt@gmail.com até 31 de março de 2009.

Os trabalhos podem ser apresentados em português, inglês, espanhol e francês.

Favor indicar a subárea na qual deseja incluir seu trabalho.

Prazos e taxas de adesão:

 

Até 31/05/2009

Até 31/08/2009

De 1o/09/2009 – dias do evento

Estudantes brasileiros

R$60

R$80

R$90

Membros da ABRAPT

R$120

R$160

R$180

Professores de inst. brasileiras

R$180

R$240

R$270

Outros interessados

R$200

R$270

R$300

 

Anuidade da ABRAPT: R$50

Contatos:       X ENTRAD, DELET-ICHS-UFOP

Rua do Seminário S/N. – Centro – Mariana – MG – 35420-000

Fone/Fax: (31) 3557 9401

Obs.: Na 2ª Circular, serão divulgadas as informações relativas ao pagamento da taxa de adesão e da anuidade para os associados da ABRAPT.


Brazilian Association of Translation Researchers (ABRAPT)

&

Universidade Federal de Ouro Preto (UFOP)

 

 

 

10th BRAZILIAN TRANSLATION FORUM

&

 4th INTERNATIONAL TRANSLATION FORUM

 

September 7-10, 2009

Ouro Preto – MG – Brazil

 

1st CIRCULAR

Along the paths of translation: where are we heading?

The enormous growth of the discipline Translation Studies in the last 30 to 40 years has led to its expansion into different specialities, encompassing disparate subareas such as Audiovisual Translation, Corpora Studies, Translation Teaching, Terminology, Intercultural Studies, Competence- and Expert-Performance-Oriented Studies, Textual and Cognitive Approaches, Historiography, Localization, to name just a few.

This Conference will discuss the following questions: What are the core concepts which link these subareas under the umbrella term of Translation Studies? Have they followed very different paths with their own theoretical bases and methodologies? Have we reached a level of expansion that calls for a reformulation of the long-sought-for unity of Translation Studies?

The Brazilian Association of Translation Researchers (ABRAPT), after rebuilding its own paths, is once again bringing together Translation Studies researchers at the 4th International Translation Forum in Brazil. With the support of the Universidade Federal de Ouro Preto (UFOP), this Conference will be held in the town of Ouro Preto, a world heritage site, where culture, literature, history and architecture provide the setting for the debates on the paths of translation.


The Conference will cover the following subareas of Translation Studies:

1. Intercultural Studies

2. Historiography

3. Audiovisual Translation and Accessibility

4. Translation Technologies

5. Teaching, Evaluation, and Accreditation

6. Translation and Psychoanalysis

7. Corpora Studies

8. Cognitive and Expert-Performance Approaches to Translation

9. Sworn and Technical/Specialized Translation

10. Terminology

11. Literary Translation

12. Adaptation Studies

13. Comparative/ Contrastive Studies in Translation

14. Machine Translation

15. Sign Translation

16. Interpreting Studies

17. Translation and Transnational Media

18. Translation of Sensitive Texts

 

To submit a paper to the Conference, please send name, affiliation, title and abstract (max. 300 words, single-spaced, Times New Roman 12) to the e-mail address abrapt@gmail.com by March 31st, 2009.

Papers may be given in Portuguese, English, Spanish and French.

Please say which subarea of the Conference you wish your paper to be included in.

DEADLINES AND FEES:

 

By 31 May 2009

By 31 August 2009

From 1 Sept. 2009/

On site

Brazilian students

R$60

R$80

R$90

ABRAPT members

R$120

R$160

R$180

Brazilian teachers

R$180

R$240

R$270

Others

R$200

R$270

R$300

      (Fees in Brazilian Reais)

 

ABRAPT annual fee: R$50

Contact:         X ENTRAD, DELET-ICHS-UFOP

Rua do Seminário S/N. – Centro – Mariana – MG – Brazil. 35420-000

Fone/Fax: +55 31 3557 9401

Note: More details on how to pay the Conference fees in the 2nd Circular, forthcoming.

Asociación Brasileña de Investigadores de Traducción (ABRAPT)

Y

Universidade Federal de Ouro Preto (UFOP)

 

 

X ENCUENTRO NACIONAL DE TRADUCTORES

Y

 IV ENCUENTRO INTERNACIONAL DE TRADUCTORES

 

7 a 10 de septiembre de 2009

Ouro Preto – MG – Brasil

 

1ª CIRCULAR

Los Caminos de la Traducción: ¿para dónde vamos?

El enorme crecimiento de los Estudios de Traducción en los últimos 30 a 40 años generó su expansión en dirección a diferentes especialidades, recortando el campo disciplinar en subáreas específicas: Traducción Audiovisual, Estudios de Corpora, Enseñanza de Traducción, Terminología, Estudios Interculturales, Estudios sobre Competencia y Desempeño Experto, Abordajes Textuales y Cognitivas, Historiografía, Localización, para citar apenas algunas.

En este Encuentro, discutiremos las siguientes cuestiones: ¿Cuáles son los conceptos fundamentales que unen esas subáreas bajo la égida de los Estudios de Traducción? ¿Habrían esas disciplinas seguido caminos propios con metodologías y fundamentación teórica diferenciadas? ¿Habríamos llegado a un grado de expansión que implicaría una reformulación de la unidad disciplinar de los Estudios de Traducción?

La Asociación Brasileña de Investigadores de Traducción (ABRAPT), después de algún tiempo reconstruyendo sus caminos, nuevamente congregará los investigadores del área a través del X Encuentro Nacional de Traductores/IV Encuentro Internacional de Traductores. Con el apoyo de la Universidade Federal de Ouro Preto, el evento se realizará en la  ciudad histórica patrimonio cultural de la humanidad, donde cultura, literatura, historia y arquitectura proporcionarán el escenario para las reflexiones sobre los caminos de la traducción.


El Encuentro incluirá las siguientes subáreas de los Estudios de Traducción:

1. Estudios Interculturales

2. Historiografía

3.  Traducción Audiovisual y Accesibilidad

4. Tecnologías de la Traducción

5. Enseñanza, Evaluación y Acreditación

6. Traducción y Psicoanálisis

7. Estudios de Corpora

8. Abordajes Cognitivas y Desempeño Experto en Traducción

9. Traducción Juramentada y Técnica/Especializada

10. Terminología

11. Traducción Literaria

12. Estudios de Adaptación

13. Estudios Comparativos/Contrastivos de Traducción

14. Traducción Automática

15. Traducción de Lenguaje por Señas

16. Estudios sobre Interpretación

17. Traducción y Medios de Comunicación Globales

18. Traducción de Textos Sensibles

 

Para someter trabajos, envíe nombre, filiación institucional, título y resumo (máximo de 300 palabras, en espacio simple y fuente Times New Roman 12) para el e-mail abrapt@gmail.com hasta 31 de marzo de 2009.

Los trabajos pueden ser presentados en portugués, inglés, español y francés.

Por favor, indique el área en la cual desea incluir su trabajo.

Plazos y tasas de adhesión:

 

Hasta 31/05/2009

Hasta 31/08/2009

De 1o/09/2009 – días del evento

Estudiantes brasileños

R$50

R$65

R$75

Miembros de la ABRAPT

R$100

R$130

R$150

Profesores de inst. Brasileñas

R$150

R$195

R$225

Otros interesados

R$180

R$234

R$270

(Tasas en Reales Brasileños)

Anualidad de la ABRAPT: R$50

Contactos:     X ENTRAD, DELET-ICHS-UFOP

Rua do Seminário S/N. – Centro – Mariana – MG – Brazil. 35420-000

Teléfono/Fax: +55 31 3557 9401

Obs.: En la 2ª Circular, serán divulgadas las informaciones relativas al pago de la tasa de adhesión y de la anualidad para los asociados de la ABRAPT.